
Sandra Moreyra - Devo confessar que votei decepcionada por chegar ao fim de uma campanha sem me encontrar, em que fosse um tiquinho, em nenhum dos candidatos. Eu estava horrorizada com o que foi a campanha dos dois. Mas chega na hora agá, quando as urnas começam a cantar pelo Brasil inteiro, e a gente mais uma vez elege o chefe da nação (desta vez a chefe), não é que acabei me emocionando? Ainda bem, né? Que dê certo para o Brasil.
Na mesma hora que li, respondi dizendo que fazia minhas as palavras dela.
Desde que comecei a votar para presidente, com toda certeza esta foi a primeira vez em que fui à urna sem empolgação.
Como já disse aqui, gosto deste clima, acho que as campanhas são um momento para pensarmos e repensarmos o Brasil. Já fiz muita boca de urna voluntária (no tempo em que isso não era considerado um crime eleitoral), distribuí santinhos, andei com buttons e adesivos, coloquei bandeira no carro. Desde que minha filha começou a compreender o que era uma votação passei a levá-la para votar comigo e este ano não foi diferente. O diferente foi não ver um candidato em que eu tivesse confiança. Votei em Dilma pela defesa de uma política de maior inclusão social, por uma defesa de projetos de combate à miséria, e não pela Dilma propriamente dita.
Ontem, na hora de seu primeiro pronunciamento, porém, tive a noção de que vivíamos um momento histórico e isso me tocou. Da mesma forma que vivi uma grande expectativa quando Lula venceu, em 2002, vivo agora. Torço, como torci por ele, para que o país possa avançar, que menos gente passe fome, que mais crianças tenham escola, que mais pessoas consigam se manter através de um emprego.
Fiquei triste com o tom raivoso da campanha; um retrocesso. Se opor a idéias não dá direito a ninguém de ofender pessoalmente este ou aquele candidato. Campanha deve ter propostas para que possamos decidir quem tem mais chances de fazer um bom trabalho, mas o que vimos nas campanhas oficiais, na internet e na mídia em geral não foi isso.
A imprensa, por sinal, pegou pesado. Ontem e hoje, o clima em muitos meios de comunicação era de dor-de-cotovelo.


Jornais, TVs, rádios, sites, são fundamentais no acompanhamento e na fiscalização dos governos. Espero sinceramente que a fervura baixe e que possamos ter uma imprensa firme e não apedrejadora nos próximos 4 anos. O nosso país merece um bom comportamento do Quarto Poder.
Abaixo incluo palavras de mais alguns bons amigos que tembém comentaram o post da Sandra. Gente que como eu sabe que apesar de todos os problemas, ainda não inventaram um sistema de governo melhor do que a Democracia.
Marcelo França - Votar é sensacional. O poder de saber que estamos dando nossa opinião. E que ninguém pode nos impedir. Já impediram, mas isso é passado. De qq forma, o quadro político eleitoral era fraco. E as campanhas dos 2 finalistas foram fracas. A Marina me parecia a melhor opção. Mas não deu pra ela.
Françoise Vernot - Creio que foram sentimentos , tanto a decepção anterior quanto a emoção na hora h ,que dominaram muitos de nós. Bom sinal, I hope!
Rosa Maria Magalhaes Gonçalves - É o profundo respeito pela luta travada por todos nós e por várias pessoas que deram sua vida pela liberdade. Viva o povo.
Maria Helena Braun - Eu tb me emocionei. não sei explicar exatamente porque, mas acho que a rosinha magalhães tem razão. somos de uma geração que lutou muito pela liberdade, gente que se foi, que sumiu e na hora em que o povo elege o novo presidente isso tudo vem a tona. a gente se lembra de uma monte de coisas e isso emociona.tomara que seja um governo digno, porque nossos filhos e netos é que vão herdar o que vier daqui por diante.
Marcelo França - Concordo 2145%. A turma jovem não sabe o valor que um voto tem. De certo modo, prefiro até isso. Porque viver sob ditadura foi uma merda muito grande. Bjs

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