
Eu, particularmente discordo que haja uma “FLAPRESS”; o que há, no meu entender, é uma preocupação com a vendagem... com a audiência... A torcida do Flamengo é a maior do país e dar prioridade ao seu noticiário garante maior faturamento.
Me lembro do comentário do amigo Roberto Falcão, na noite em que o Flamengo perdeu o título da Copa do Brasil de 2004 para o Santo André. Embora botafoguense como eu, ele, como ex-jornalista do LANCE, só pensava no dinheiro que o jornal deixaria de ganhar com aquele resultado. Não só nas vendagens do exemplar do dia seguinte, como na daquelas edições especiais com o poster do campeão.

Em São Paulo acontece a mesma coisa; torcedores se queixam de que a mídia paulistana protege o time do Parque São Jorge.
Um exemplo claro dessa “proteção” aos times de massa se viu no episódio da saída de Ronaldinho do Flamengo.
As manchetes, por aqui, foram ressentidas e até mesmo raivosas com a atitude do R10.
O Meia Hora preferiu, com sempre, o deboche.
E para culminar, houve a divulgação do vídeo que mostra Ronaldinho na pré-temporada realizada em Londrina, fazendo, digamos, um aquecimento no quarto de uma hóspede do hotel em que o Flamengo estava concentrado.

O vídeo do circuito interno que mostra o atacante se deslocando com desenvoltura pelos corredores do hotel durante a noite, foi parar até no Jornal Nacional.
Mas por que só agora?
A imprensa já sabia da existência do vídeo desde 18 de janeiro deste ano e nunca se interessou em mostrá-lo. Se a decisão foi uma questão ética, para evitar a invasão de privacidade do jogador, deveria continuar valendo. Mas, ao que parece não foi bem isso que pesou...
É que a divulgação, naquele momento, prejudicaria o clube e poderia deixar o meio de comunicação da denúncia em má situação junto à “nação” rubro-negra.
Já, agora, a sede de vingança instalada na Gávea serve como motivo para que tais imagens se espalhem por nossa mídia. A malhação do "Judas" está liberada.
Resultado desse jogo:
LUCRO 1 X 0 JORNALISMO

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