domingo, 13 de março de 2011

História é para ser lembrada, não esquecida...


Neste domingo (13 de março), saiu na coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, no O Gloobo, uma notinha dizendo que o jornal Rua Judaica, em sua mais recente edição estava denunciando a venda de moedas nazistas no site Mercado Livre.
Fui até o site do jornal e vi que o fato foi destacado na coluna Denúncias do Leitor.




Fiquei me questionando... Onde está o crime a ser denunciado? Para colecionadores, essas moedas tem valor histórico e a compra delas não pode ser vista como qualquer tipo de apologia ao Nazismo. Elas são parte da história do mundo, marcas de um período de horror vivido pela humanidade, mas nem por isso devem desaparecer.



Elas são peças que nos lembram tudo o que aconteceu. E são necessárias para que não esqueçamos jamais que isso não pode voltar a ocorrer. Essas moedas nos mostram a que ponto uma ideologia pode chegar na vida de pessoas comuns.
Fosse assim deveríamos incinerar notas, também. Não foram poucos os ditadores que estamparam seus rostos no dinheiro de seu país, como Idi Amin Dada, em Uganda.



E ainda hoje, com Kadafi, na Líbia.



Nesta lista de incinerações, também deveríamos incluir os selos, pois muitos deles, não só da Alemanha, estampavam imagens de ditadores estrangeiros como Salazar, ou Franco.





Ou mesmo os daqui, como este com Médici.



Há dois anos, quando produzíamos uma série sobre os 70 anos do início da Segunda Grande Guerra, para o Observatório da Imprensa, visitamos a Fazenda Cruzeiro do Sul, às margens do rio Paranapanema, no interior de São Paulo. Para lá, uma rica família carioca, seguidora dos princípios do Integralismo e, por consequência, do Nazismo, levava meninos de um orfanato e os obrigava a trabalhar em regime semi-escravo, sempre vestindo as camisas verdes e a braçadeira integralista.



Na fazenda, o gado era marcado com a suástica, uma bandeira da Alemanha Nazista tremulava em um mastro e, como os atuais proprietários vieram a descobrir depois, todas as construções foram erguidas com tijolos que continham a cruz suástica.



Trouxe um desses tijolos aqui para casa, para mostrar aos meus amigos e à minha filha, principalmente. O fato curioso dessa história foi ter que explicar para a aoperadora do aparelho de raio-x do Aeroporto de Congonhas, por que cargas d´água eu estava embarcando com um tijolo na bolsa de mão.
O tijolo continua aqui, porque História é para ser contada, não para ser esquecida.
Não se varre sujeira para debaixo do tapete.

2 comentários:

  1. ola! amigo gostaria realmente se vc gostaria de ter uma destas peças pois esta em destaque em sua reportagem foi tirada por mim rsrsrsrsrs
    mas como vc falou meu anuncio foi bloqueado no mercado livre falando que estava fazendo apologia ao nazismo ok se estiver afim me manda um e-mail
    baraomrc_mrc@hotmail.com

    ResponderExcluir
  2. O teu caso foi com um tijolo nazista...e eu q tenho um colega q trabalhava no Iraque e trouxe um tijolo dos jardins da Babilônia.
    Parece mentira mas isso aconteceu lá por 1998. Ao ser revistado no aeroporto os policiais quebraram o tijolo ao meio p conferir o q tinha dentro. Claro q nao tinha nada e devolveram ao meu colega. Não tenho certeza mas ele é a unica pessoa q tem um tijolo da Babilonia em casa!! Ele é São Bento do Sul Sc.

    ResponderExcluir