Um instante, maestro...
Pois foi neste quadro que ouvi falar, pela primeira vez de João Bosco. Um cantor novato que, no entanto, já tinha algumas de suas músicas fazendo sucesso na voz de uma intérprete pra lá de especial: Elis Regina. Ia chegando o natal de 1976 e pedi, de presente, duas fitas cassete: uma de Beth Carvalho (Mundo Melhor) e outra de João Bosco (Galos de Briga).
Tive o prazer, então, de ser apresentado a uma das melhores tabelinhas da MPB: João Bosco e Aldir Blanc. No repertório daquele dico alguns clássicos:01 - Incompatibilidade de Gênios (João Bosco / Aldir Blanc)
02 - Gol Anulado (João Bosco / Aldir Blanc)
03 - O Cavaleiro e os Moinhos (João Bosco / Aldir Blanc)
04 - Rumbando (João Bosco / Aldir Blanc)
05 - Vida Noturna (João Bosco / Aldir Blanc)
06 - O Ronco da Cuíca (João Bosco / Aldir Blanc)
07 - Miss Sueter (João Bosco / Aldir Blanc) com ANGELA MARIA
08 - Latin Lover (João Bosco / Aldir Blanc)
09 - Galos de Briga (João Bosco / Aldir Blanc)
10 - Feminismo no Estácio (João Bosco / Aldir Blanc)
11 - Transversal do Tempo (João Bosco / Aldir Blanc) com TOOTS THIELEMANS
12 - Rancho da Goiabada (João Bosco / Aldir Blanc)
Depois comprei nas bancas um disco de uma coleção chamada História da Música Popular Brasileira, que continha músicas dos dois primeiros LPs dosi dois, como Bala com Bala, Agnus Sei e Caça à raposa.
Que abre o meu coração
O sangue pelo peito
É do Cristo na Paixão
Ai, eu fui crucificado
Nos cravos do teu amor.
Não me lembro de outra coisa
Que causasse tanta dor.
Mesmo pregado na Cruz,
Sinto falta da navalha
Sou escravo , Deus me valha
E o segundo é de Sonho de caramujo, cujos versos dão nome ao disco:
Cumpri o astral de caramujo musical:
hoje eu gripo ou canto
não vou pro céu mas já não vivo no chão
eu moro dentro da casca do meu violão.


Comentários
Postar um comentário