quarta-feira, 18 de maio de 2016

A ZONA SUL DA ZONA NORTE

Fui criado em Copacabana.
Durante 25 anos passei por vários endereços: Henrque Oswald, Lacerda Coutinho, Maestro Francisco Braga, Silva Castro e Tonelero. Sempre entre Siqueira Campos e Santa Clara.
Sempre no Posto 3.
Hoje, quando circulo por aquela área, restam poucas lembranças de meus tempos por lá.
Cinemas, lanchonetes, comércio... Quanta coisa mudou.



Mas não foi apenas meu antigo bairro que passou por toda essa transformação trazida pelo correr dos anos.
Hoje, por conta de um conserto no carro, dei uma circulada pela Praça Saenz Peña, na Tijuca.
Nunca fui de frequentar a área, algumas vezes apenas, para ver algum filme em cartaz. Tal como em Copacabana, eram muitos cinemas por lá. Hoje, no entanto, salas de exibição na Tijuca, só em shopping.
Pouco ainda resta de meu imaginário daquela Tijuca. Dos locais que conheci quando novo.


A velha Drogaria Granado continua por lá, com seu lindo prédio, assim como a estátua em homenagem ao criador da ginástica pelo rádio, que sempre me chamou a atenção.


Fico imaginando como deve doer no coração dos tijucanos ver o grandioso Cine Carioca ter virado uma Igreja Universal ou que do Café Palheta só tenha restado um balcão dentro de uma Drogaria Venâncio (são 3 no entorno da praça e mais duas bem próximas).


Como dizia aquele samba da Caprichosos de Pilares: "Velhos tempos que não voltam mais".

Tempos que têm apenas os velhos sobrados e gente saudosa como testemunhas.


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